sábado, 9 de maio de 2015

Julgamento de acusados de matar jovem por homofobia é adiado


Mãe do jovem morto, Eleonora Pereira, espera pela condenação dos responsáveis pelo crimeFoto: Sec. Executiva de Direitos Humanos/Divulgação

O julgamento dos acusados de matar José Ricardo Pereira, de 24 anos, em 2010, que seria nesta quinta-feira (7) no Fórum Thomaz de Aquino, foi adiado. O motivo foi o não comparecimento do defensor público, que está com dengue. O júri popular foi remarcado para o dia 17 de junho.


Segundo inquérito policial, José Ricardo foi encontrado em Tejipió, Zona Oeste do Recife, após ser espancado. Ele teria sido levado para o Hospital da Restauração (HR), onde foi encontrado pela família dois dias após ter desaparecido de casa, em Jardim São Paulo. 


Além de motivações homofóbicas, há a suspeita de que o crime tenha sido uma retaliação às ações da mãe do rapaz, Eleonora Pereira, por sua atuação na área de Direitos Humanos. Em coletiva de imprensa realizada nessa quarta-feira (6), a mãe da vítima, que é protegida pelo Programa de Defensores de Direitos Humanos, disse que já sofreu ameaças.


Para o advogado de defesa, Luís Emmanuel Barbosa, o adiamento do júri aumenta a angústia da mãe. "Foi por questões de saúde então vamos aguardar o julgamento. O que fica é a angústia de Eleonora, que vai passar mais um mês na expectativa para que os responsáveis sejam condenados. A expectativa é boa, temos provas consistentes. Esperamos que o Judiciário tenha percepção e maturidade para julgar este crime", afirmou.


Os réus são Augusto César e Windsor Melo, que devem ser julgados por homicídio duplamente qualificado, motivo fútil e que não permitiu defesa da vítima. Caso sejam condenados, poderão pegar penas que variam de 12 a 30 anos de prisão. Segundo a Secretaria Executiva de Direitos Humanos, Este é o primeiro crime reconhecido pela polícia como homicídio praticado por homofobia em Pernambuco.

Feliz dia das Mães... Bom Fim de Semana...


Bom Fim de Semana...


Vai Encarar ???


sexta-feira, 8 de maio de 2015

Adolescentes de 15 anos são vítimas de homofobia na orla carioca depois de se abraçarem para uma self

Uma foto entre dois amigos que voltavam de um luau foi motivo para uma brutal agressão na noite do último sábado na Praia do Recreio dos Bandeirantes, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Os dois estudantes de 15 anos foram agredidos por um grupo de 20 homens ao serem confundidos com um casal gay. Um dos garotos chegou a ser chutado depois de derrubado pelos agressores e precisou de atendimento médico. O ataque aconteceu perto do Posto 10 depois que os adolescentes voltavam de um luau e decidiram parar para tirar uma foto abraçados.


“De repente, eles se aproximaram, e um homem tentou acertar um soco, mas eu abaixei a tempo de escapar do golpe. Um outro agressor deu uma rasteira no meu amigo, que caiu no chão. Ele foi chutado várias vezes no rosto. A gente nunca tinha visto estes caras antes”, relatou Tarcísio Costa, para o jornal Extra.


A atriz Muca Vellasco, 39 anos, mãe de Tarcísio, postou fotos do rosto do filho com hematomas por causa do episódio no Facebook e condenou a agressão, qual classificou de “nível extremo de homofobia”. “A homofobia chegou a um nível tão extremo, mas tão extremo, que dois amigos não podem se abraçar, independentemente da sexualidade, que já são considerados gays e, por isso, ‘dignos’ de uma surra. Aconteceu com meu filho e com o amigo dele”, escreveu a mãe que decidiu não registrar ocorrência pois o filho não ficou ferido gravemente. Assustado, o rapaz declarou que não pretende sair de casa tão cedo.


Casal gay sofre com ameaças de vizinhos em Belo Horizonte: "Morte aos viados"



Um casal formado por um administrador de empresas, de 50 anos, e um hoteleiro, de 45, alega está sofrendo homofobia de moradores do condomínio onde mora em Belo Horizonte.

Eles, que estão há 10 anos juntos, foram alvo de pichações homofóbicas, tiveram diversas vezes o carro arranhado e os pneus esvaziados por outros moradores.

A mais recente ação homofóbica ocorreu com a pichação na parede do prédio: "Morte aos viados e gays", que eles tentaram fazer um boletim de ocorrência junto a delegacia da Polícia Civil.

"A partir do momento em que fala em morte, a gente se sente ameaçado. E dentro da nossa casa", alegou o morador, que teve o B.O. negado pela polícia, por falta de provas.

Os funcionários do edifício já limparam a parede do prédio, mas a administração do condomínio informou que vai ceder as imagens das câmeras de segurança do prédio para que eles possam voltar à polícia.


Mesmo após a repercussão do caso na mídia, eles continuaram sofrendo perseguição. Tanto que, após a TV Record deixar o prédio do casal, o veículo deles foi novamente alvo de vandalismo. O limpador do vidro traseiro foi arrancado, a lataria e o capô do carro foram arranhados.

Segundo a Polícia Civil, ocorrência não foi registrada porque as vítimas procuraram a Central de Flagrantes dois dias após o fato e, como existia muitas ocorrências mais recentes, o caso deles precisou esperar.

Fonte: A Capa

Estudante de 23 anos é assassinado após sair de clube gay no Rio Grande do Norte






O estudante Máximo Augusto Medeiros de Araújo, que estava desaparecido desde a madrugada de sexta-feira (1º), quando foi visto pela última vez saindo do clube gay Vogue, foi encontrado morto no último domingo (3), no Rio Grande do Norte.

O jovem de 23 anos teve o corpo encontrado pelo 11º Batalhão da Polícia Militar na manhã de domingo em um terreno baldio entre Macaíba e São Gonçalo do Amarante.

De acordo com o jornal Tribuna do Norte, o delegado Fábio Rogério Silva, que preside o Inquérito Criminal do caso, declarou que uma pessoa suspeita de participação no homicídio já foi identificada.

Em depoimento, um segurança informou que um homem de capacete foi visto entrando no veículo do jovem, um Pálio de Cor Branca, placa OWC-8357. “Na esquina, ele encontrou o rapaz com o capacete, conversaram e seguiram para o carro juntos. Perguntei se estava tudo bem e o menino que morreu disse que sim. Achei estranho, pois o rapaz com o capacete não se virava, só ficava de costas”.

Os locais visitados pela investigação foram o clube Vogue e o Motel Lacoste, onde a vítima teria ido com o suspeito por cerca de 30 minutos. O delegado acredita que há mais de um suspeito. “O homem que saiu com a vítima não agiu sozinho”, detalhou o delegado.


A família do estudante não conseguiu fazer o reconhecimento visual e a identificação ocorreu por meio de análise das digitais pelo Instituto Técnico-Científico de Polícia do Rio Grande do Norte.

Fonte: A Capa

Jorge